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obter o resultado que deseja, além do perfil psicológico,
habilidades e competências, o líder precisa observar
outros aspectos em seus liderados e nele próprio. Dentre
eles está a data de nascimento.
O histórico faz de nós pessoas diferentes, mesmo que
tenhamos origens familiares idênticas. É exatamente
o ambiente em que nascemos e a maneira como ele age e gera pressão
sobre nós, através de variados estímulos, moldando-nos,
é que nos torna pessoas com características particulares.
A preocupação dos especialistas em torno do assunto
tem um motivo importante. Pela primeira vez na história do
mercado de trabalho a amplitude da faixa etária está
além dos 40 anos. Ou seja, o mercado de trabalho está
absorvendo desde pessoas jovens (16 a 25 anos) até as mais
experientes (65 a 90 anos).
Segundo um estudo da Escola de Administração de Empresas
de Navarra, Espanha, e publicada pela HSM Management n0. 70 é
fácil perceber que estamos diante de um quadro histórico
único onde temos praticamente quatro gerações
trabalhando juntos, com aspirações e modelos de formação
completamente diferentes.
Para os autores, somente a compreensão do contexto em que
seus membros cresceram, como as tendências culturais às
quais estiveram expostos e as mudanças políticas e
sociais por que passaram permitirá entender por sua vez,
o que os motiva e o que são capazes de oferecer.
Para entendermos melhor a relevância da discussão e
os respectivos atributos, tem-se a geração dos tradicionais,
que nasceram antes e durante a 2ª. guerra mundial, até
1950 no máximo. Apresentam como características o
respeito pela hierarquia e a autoridade, são muito dedicados,
demonstram espírito de sacrifício e uma perspectiva
prática das atividades.
A geração Baby-boomer que vêem na seqüência,
são oriundos da explosão de nascimentos logo após
a 2ª. guerra mundial, ocorrido nos Estados Unidos, nascidos
entre 1951 e 1964. Segundo o estudo, tem uma perspectiva otimista,
possuem foco em suas atividades, mas ao invés do respeito
pela
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autoridade existe uma relação
de amor e ódio. Preferem a liderança por consenso
e trocam o sacrifício pela automotivação.
A geração X, por sua vez, que compreende os nascidos
entre 1965 e 1983, viveram os momentos cruciais da guerra fria
e como argumentam os autores, acompanharam a decadência
dos últimos grandes estadistas, além de serem marcados
pelo surgimento da AIDS, alterando o posicionamento ideológico
e social.
Por isso, ao contrário da geração anterior,
são mais céticos e preferem o equilíbrio
profissional, tenham certo desinteresse pela postura de autoridade
e como papel preponderante de liderança reconheçam
a competência ao invés da hierarquia ou do consenso,
das gerações anteriores.
O grande destaque está na geração Y que começa
a entrar em grande escala no mercado de trabalho. É uma
geração que somente conhece a democracia, já
nasceram com a internet, o celular, pelo menos 200 canais de televisão
com possibilidades de escolhas variadas, mas principalmente acostumados
com a mudança contínua e rápida.
Normalmente são profissionais alegres, gostam de desafios,
são seguros de si (às vezes um pouco prepotentes),
e cheios de energia.
O estudo destaca que os Y são silenciosos e contundentes,
parecem saber exatamente o que querem. Não reivindicam:
executam a partir de suas decisões, dos blogs e dos SMS.
Vivem em redes sociais virtuais. Não polemizam nem pedem
autorização: agem.
Já se acostumaram ao bombardeio de imagens, à informação
imediata e visual, à realidade em 3D. Não desenvolveram
a paciência e a laboriosidade, e sim o “já”
e o “agora”.
Por esses motivos, os integrantes dessa geração
gostam de trabalhar por objetivos, sem procedimentos (o como fazer)
estáticos, que devem ser deixados por sua conta e há
obrigação em vincular o seu salário à
conquista de suas metas, permitindo que possam conciliar a vida
profissional com a pessoal.
Assim, compreenda a você, conheça bem a sua geração
e as pessoas das gerações que serão lideradas,
para somente então definir as suas estratégias.
Uma
boa semana de Gestão & Negócios.
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